SEJAM BEM VINDOS!!

Fiz esse blog com incentivo de um amigo meu das letras. A princípio era mais uma brincadeira de escrever, mas aos poucos fui tomando gosto pela coisa, e hoje não consigo passar um dia sem "por os pés" aqui. Agradeço sinceramente os caros leitores que "pisarem" por aqui, também. Fiquem à vontade para comentar, sugerir, descer o cacete...rs, ou mesmo se tornar um "seguidor" desse democrático ou rabugento espaço (como queiram).

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Olha quem acompanha esse blog:

domingo, 25 de julho de 2010

PELOS TEUS OLHOS AZUIS


A paisagem se confunde em teu olhar
por oceanos nunca dantes navegados

naveguei

porque o globo indicava o caminho

Te desbravei.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

ALGUMAS RESTRIÇÕES (ic!)


SOZINHO

SOmel tem gosto de fel

nesse momento cruel

sem perder o fôlego
o último gole ficou no céu
(do cérebro)

viu postes, pontes e peles

pendendo dos próprios pés
e os punhos?


cerrou-os cético e cego

corroído com o curto convivioZINHO
.

ADÁGIO ILUSTRADO (3)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

ADÁGIO ILUSTRADO (2)



Descubra o adágio popular atráves das imagens acima.

ADÁGIO ILUSTRADO (1)


"QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM UM "GATO"


PS: e que gato!!


MANOEL DE BARROS


Gosto da poética do matogrossense Manoel de Barros. O brincar com as palavras em estado de "coisas" como, latas, pedras, lama, são matéria da poesia barreana. Somado a esse estilo, o poeta vive a inocência da linguagem nas metáforas empíricas. Isso me fascina! Confira dois poemas do livro "POEMAS RUPESTRES".


LÍNGUA

A seca foi braba naquele ano.
O pai falou: Lá evém uma língua de fogo
do lado da Bolívia

e vai lamber todo o pasto.
O menino assustou: Língua de fogo?

O pai explicou ao menino que se tratava

de imagem.
Língua de fogo é apenas uma imagem.
Mas, pela dúvida, o menino retirou seu

cachorro da imagem.
(pág. 65)


SONATA AO LUAR


Sombra Boa não tinha e-mail.

Escreveu um bilhete:

Maria me espera debaixo do ingazeiro

quando a lua tiver arta.

Amarrou o bilhete no pescoço do cachorro

e atiçou:
Vai, Ramela, passa!
Ramela alcançou a cozinha num átimo.
Maria leu e sorriu.

Quando a lua ficou arta Maria estava.

E o amor se fez
Sob um luar sem defeito de abril. (pág. 33)

terça-feira, 6 de julho de 2010

BANAL OU IMORAL?



Hoje a cena para ELES tornou-se insignificante
Não é mais o ser descrente da própria raça
nem tampouco o cadáver de mais um inocente
estendido no chão de um beco sujo
num endereço qualquer
ou no coração da metrópole
o corredor fétido de uma emergência hospitalar?
Talvez a fome escrita sem letra na mão de um pedinte
a fila por emprego que dobra o quarteirão?
Não!
ELES viram a inocência depositada no lixão.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

MÃOS


DO TOQUE À LEITURA

SUAVE, DELICADA

PRESCREVENDO DO DORSO AS LINHAS

TUA MÃO NA MINHA...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

RESENHA: DUNGA e seus anões


Cá estou eu novamente com minhas leseiras. Agora dando pitaco em jogo de futebol, pode? Eu mesma respondo que sim, sou mulher mas sou brasileira e torcedora, ora!!
A Seleção Brasileira não demonstrou, dessa vez, um futebol à altura de alcançar a taça da Copa do Mundo de 2010. Aliás, o que presenciamos foi um futebol ANÃO comandado por DUNGA ( o MESTRE), o tempo todo ZANGADO (vê-lo FELIZ é coisa rara), mas o professor teve lá suas razões (certos jornalistas-lunga enchem o saco!)

A verdade é que a
jabulani nos pés dessa equipe não convenceu. Vimos um Kaká DENGOSO que não correspondeu às expectativas em campo. Não que ele seja o responsável pela derrota, mas numa orquestra quando apenas um instrumento desafina, a música desanda. Após as cagadas de Felipe Melo o restante do time foi pro brejo. É isso...
Agora me deem licença que vou tirar uma SONECA. A gripe me pegou...ATCHIM!!!!!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

MINICONTO SIBILANTE


Setva sempre soubera ser a saloia serena, sensível, sorriso sincero, sagrado ser. Sua sina a sibila sentenciara: seria serva e solitária. Sorte significava silêncio, sombras, surtos, sinais. Somente o sábio Sygnifficadus a salvaria. Sem solução saiu sozinha. Mas a sibila a seguira em sua sentença. O sereno e a seiva das sempre-vivas suavizavam o sofrimento. Seguiu...
Num sítio simples situado à sombra de uma sephirat, um santuário. O ser superior semelhante a Sófocles sustentava a Sabedoria. Setva silenciou. Súbito sentimento de segurança a surpreendeu. E sentada à sesta sonhou...
Sonhara sensível, mas segura e solta, seguindo a si, a sabedoria.