
Espera os meus versos quentes
Em noites frias de primavera
Umas linhas dançam sinuosas
Se insunuam em tua "rede"
Despertando os sentidos
Aguçando a libido
Saciando tua sede.

Meu brinquedo era a boneca
Uma perna quebrada
Um olho cego
Mas era o meu brinquedo preferido
(O único)
Era um dia triste quando se foi
Nem sei explicar direito
Estava na escola e o peito doeu de repente
Um frio no corpo e na alma
Chovia torrencialmente lá fora...
E dos olhos desceram duas lágrimas rápidas
acompanhando as gotas da chuva que caía
ali do meu lado
pelo lado de fora da janela
Misturando sentimentos de afeto e dor
Lembrei mais uma vez que ela estava só
Sofrendo a solidão de mais uma manhã
Sem mim
Mas o destino quis assim
A enxurrada visitou o morro naquele dia
E a levou
Hoje o meu olhar pela janela trás à lembrança
Dela que foi meu brinquedo preferido
(o único)
Enquanto a chuva não para de cair dos meus olhos.