quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

À FLOR DO GRAFITE

Faço amor com as palavras
Mesmo quando arredias
Arranco e algemo-as
Numa cama de papel.

Por que elas fingem não querer?
Se fazem de arrogadas
Se esquivam
Me esnobam
Deixam por vezes o desejo
À flor do grafite.(Selma, 2007)

2 comentários:

  1. palavras são deveras perigosas...mas com um pouquinho de prática a gente as doma...(um tiquinho só)

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  2. Então, Alisson, concordo, mas danado é que às vezes elas são tão escorregadias, que deixam-nos a ver navios. Daí vem a decepção e a pergunta: "ONDE FOI QUE EU ERREI?" Mas um dia a gente consegue (ou não, caetaneando).Olha, bigaduuuuuu por tua visita a esse "carentblog" (dá pra ver como é pobrinho, né, rs). VOLTE SEMPRE (eita, parece slogan de estabelecimento comercial), que juntos faremos desse CÉU & MAR, mais um recanto dos escritores marginais.

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