sexta-feira, 27 de março de 2009

JEJUM


Águas perenes, mornas sobre a superfície

Meu verso reclama o teu silêncio

Rio de palavra, quebra o meu jejum!



Há tanto tempo te cortejo

Na madrugada batestes a minha porta

Inevitavelmente me ausentei

Os sonhos afogaram-me.



Mesmo assim, descestes sobre a minha pele

Escorrestes pelos meus dedos

E acordei.

Agora bebo o teu desejo

(o meu desejo)

Aprisionado em minha cama. (SELMA, 2007)

2 comentários:

  1. os sonhos sempre são assim...faz com que a gente pense no jejum, no desjejum e no silêncio ao amanhecer...

    beijo

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  2. Isso dá uma ressaca da gôta!
    Estou de volta, Gafanhota...

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