SEJAM BEM VINDOS!!

Fiz esse blog com incentivo de um amigo meu das letras. A princípio era mais uma brincadeira de escrever, mas aos poucos fui tomando gosto, e hoje não consigo passar um dia sem "por os pés" aqui. Agradeço sinceramente os caros leitores que passarem por aqui. Fiquem à vontade para comentar, sugerir ou acompanhar esse democrático e rabugento espaço (como queiram).

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017














DE UM POETA CÚMPLICE

Combinara o mistério
Para o dia seguinte
Sua especialidade
E a tarde se foi
Mas a ansiedade
Essa não espera
A noite chegou
Vestida de preto
Colou a pele
Dançou um tango
Sussurrou palavras
Rebuscadas 
Embriagadas 
Combinação de vinho e desejo
Despiu a espádua
Rasgou a transparência
Velada por cortinas e voyeur
Desceu-lhe aos pés
Roçou pêlos dourados
Na boca da madrugada afora
Enquanto o dia boceja
Os primeiros raios de sol
O poeta cerra o poema 
e as pestanas. 
(Selma, 2017)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

POÉTICA PRETENSÃO


Um surto de invasão
Abrir o portão
E pela fresta 
Atar palavras 
Com a mão à boca
Só em monólogo
Sussurrar.
Percorrer linhas
Escrever em teu corpo
Essa linguagem tátil
Que te torna um vassalo
Submisso as minhas vontades. (Selma, 2014)


Foto: POÉTICA PRETENSÃO

Um surto de invasão
Abrir o portão
E pela fresta   
Atar palavras 
Com a mão à boca
Só em monólogo 
Sussurrar.
Percorrer linhas
Escrever em teu corpo
Essa linguagem tátil
Que te torna um vassalo
Submisso as minhas vontades. (Selma, 2014)

domingo, 16 de junho de 2013

EL FUEGO




EL FUEGO

A TUA PRESENÇA DESENHOU RAIOS DE SOL
EM DIAS CHUVOSOS DE SOLIDÃO
EVAPOROU UM RIO ESTAGNADO DE GELO
EM TAÇAS FUMEGANTES DE PAIXÃO
E A CHAMA DO AMOR SE FEZ
ENTRE SEDAS, CETINS E PELES
A LINGUAGEM TÁTIL TEM SABOR DE VINHO.


(Selma, 2013)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

RITUAL


TRANSPARÊNCIA


DUAS TAÇAS SUADAS SOBRE A MESA
E UM CRAVO NA LAPELA
DIÁFANO, DESCORTINA A PELE
VESTIDA COM UMA GOTA DE CHANEL
E UMA SINFONIA DE STRAUSS:
DOIS CORPOS SUADOS SOBRE A CAMA.

(Selma, 2007)


 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ATEMPORAL

Um pé de vento assobiou a música triste.
Num instante as folhas caíram
cerraram-se as portas 
fecharam-se as cortinas
a árvore estava pálida:
uma nuvem caía sobre o telhado de vidro. 


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

DESEJÁVEL


DESEJÁVEL

Um ser alado espreita vozes
Sussurram hinos de ode à noite
Voz doce das vinhas em flor
A amada desce ao campo exalando perfume
O vento sopra a alva do dia
sobre o véu velando a formosura
Os cabelos emolduram a face
Essência em gotas de orvalho
desce ao colo, tinge os vestidos
de transparência 
O amado embriagado de amor desperta 
é o incenso, o nardo da madrugada
O aroma escarlate do vinho suave
Ele destila mel e desejo
no céu da boca
debaixo da língua
desce ao jardim,
ao banquete,
a câmara.
Ali juraram amor eterno.