segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
PETER RABBIT
Há muito tempo estava à procura aqui na net do filme que sem dúvida marcou uma etapa da minha vida e com certeza a infância dos meus filhos. Somos até hoje apaixonados por esse coelho e sua turma. A música então, é perfeita, embala os nossos corações. Trouxe pra cá esses dois vídeos, mas prometo voltar com mais episódios da série. Confira!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
A ENTREGA

Não sabia os seus segredos
Muito menos os seus feitos
Só percebera quando derrapou na estrada enquanto lia
Lia cada linha de suas mãos
De seu corpo, um livro aberto
Uma corrida incerta
Sem perceber o perigo
Avançara o sinal
Ultrapassara as curvas sinuosas...
Quando quis parar e voltar
Os caminhos eram íngremes.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
PEQUENA LIÇÃO DE VIDA

Havia um homem que se achava muito sábio para viver em sua comunidade. Um dia abandonou os seus e se foi. Passou a viver nas colinas, nos montes, longe da civilização. Foi viver uma vida de eremita. Mas ao cabo de uma semana voltou. Indagado sobre o motivo de seu retorno, responde:
_ A sabedoria de nada vale, se não for compartilhada.
_ A sabedoria de nada vale, se não for compartilhada.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
IDEIAS FIXAS DE UM ANJO

Desci em voo rasante pelas paredes crespas
Arranhões marcaram a derme e a epiderme
Arranhões marcaram a derme e a epiderme
Até os olhos mutilados de fixar um ponto
nem vi se era noite ou dia
Um ser cético pelo destino afora
Trucidado pelo gesto ingênuo de doar-se
Precedido de sonhos crônicos à flor do dia
Alusão aos abortos nas calçadas escuras do não-ser
A cor escarlate escorre ainda pelas falanges
E secam os minutos as horas na pele tênue das ideias fixas:
Será que os seres alados também plantam flores de vidro?
Ou carregam pra sempre as marcas do destino?
(Olvidaram o discurso laico)
domingo, 17 de janeiro de 2010
NÃO, É O FIM?
Embrenhar-se pelos becos da consciência e não pedir licença
Regar uma flor no asfalto é não ser medíocre
Descer pelos trilhos das veias e não se envenenar
Não andar na contramão dos bêbados alivia a tensão de não morrer
São nervos de aço fingindo não quedar-se
Contando os segundos para não esmorecer nas ciladas abruptas
Do destino frio que ameaça as feridas não cicatrizadas
E não apagar da memória os vícios da noite-dia
São pálpebras dormentes no escuro não vigiado dos cubículos
É uma seta apontando o rumo
De um ponto final que não ver-se o fim
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
A NOITE É DELES

Ele tem um lance de pecado no sorriso
E atira o primeiro olhar sobre ela
A música aquece a boca gélida
Do palco as notas derramam fogo
A chama é inevitável
Nem espera uma explicação sua
Toma-lhe as mãos frias
E a transforma em uma dama no salão
A música dita os passos
E de leveza adormece em seus braços
Um ser mulher à meia-luz
Misto de prostituta e santa
O cheiro apetece-lhe o paladar
Escamoteia a sua jugular
E bebe-lhe o sangue fresco
Ela esmorece em seus braços frios
Sob as árvores nenhuma sombra
Só a lua por uma fresta é testemunha
A noite é deles...
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