
Águas perenes, mornas sobre a superfície
Meu verso reclama o teu silêncio
Rio de palavra, quebra o meu jejum!
Há tanto tempo te cortejo
Na madrugada batestes a minha porta
Inevitavelmente me ausentei
Os sonhos afogaram-me.
Mesmo assim, descestes sobre a minha pele
Escorrestes pelos meus dedos
E acordei.
Agora bebo o teu desejo
(o meu desejo)
Aprisionado em minha cama. (SELMA, 2007)
2 comentários:
os sonhos sempre são assim...faz com que a gente pense no jejum, no desjejum e no silêncio ao amanhecer...
beijo
Isso dá uma ressaca da gôta!
Estou de volta, Gafanhota...
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