
No subúrbio das almas frias perambulam risos frios
Mentes ociosas de invernos silenciosos
Crateras e abismos rasos
Sepulcros cobertos de estalactites
Um tapete sujo de flores duras forram a tumba
Escura da existência
Indigentes almas que morrem todos os dias
Que vivem na escuridão de dias enterrados
Porque mergulham no silêncio insólito
Onde até o coração mistura-se ao tique-taque do relógio
Num compasso irmão das almas
É mais um invólucro que perambula pelas ruas
E não se dá conta que já morreu
Bebendo o veneno de seus dias vagos e apáticos
As palavras-náusea vomitam monstros, fantasmas e pedras
Deixando rastros pelas calçadas da cidade escura
Um resto de alma alada que ainda tenta escapar
Invocando a alma da poesia.
2 comentários:
Vou dormir guardando essas belas imagens enfileiradas...
besos besos!
Poemas velam o sono...
kiss!
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