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Fiz esse blog com incentivo de um amigo meu das letras. A princípio era mais uma brincadeira de escrever, mas aos poucos fui tomando gosto pela coisa, e hoje não consigo passar um dia sem "por os pés" aqui. Agradeço sinceramente os caros leitores que "pisarem" por aqui, também. Fiquem à vontade para comentar, sugerir, descer o cacete...rs, ou mesmo se tornar um "seguidor" desse democrático ou rabugento espaço (como queiram).

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

LIVRO OU COMPUTADOR?


Com o avanço da tecnologia digital, o advento da internet e outros recursos sofisticados na Era da Informática, foi-se o tempo em que o aluno se debruçava sobre os cadernos e os livros, não para fazê-los de travesseiros como fazem alguns estudantes em salas de aula, hoje em dia (vai ver eles acham que o contato direto do livro com a cabeça seja a maneira mais fácil de ativar os neurônios), mas para extrair conhecimentos ou beber na leitura deleite.


Isso que eu questiono em reuniões pedagógicas junto aos meus colegas de profissão e os mais recentes contratados do Governo Estadual, os chamados "Técnicos em Educação" (eita nomenclatura desgraçada! Parece que o cara vai lidar com engrenagens daquelas do filme de Charles Chaplin), agora vejo que está tomando dimensões maiores (ainda bem!). Está preocupando alguns professores, pedagogos, literatos, enfim...Mas apesar da preocupação de alguns, por outro lado, vejo discursos inflamados de professores defendendo com unhas e dentes a leitura virtual e a escrita digital em detrimento do livro de papel. É pura apologia inconsequente.

Vi esta semana, não lembro o dia, uma reportagem na TV Bandeirantes que abordava o assunto. Muito pertinente. A matéria mostrou e ouviu as duas faces da moeda: a professora e uma especialista em psicopedagogia. A primeira, ministrando uma aula totalmente informatizada para crianças da rede particular (de 4 a 5 anos), que estavam em fase de alfabetização, calma...esclareço: o primeiro contato delas com a escrita e a leitura se dava via leptop. Todos possuiam um. Ao ser indagada a respeito desse contato primeiro da criança com as teclas e a tela, ao invés dos livros, responde que não ver problema nenhum, que o acesso a tecnologia digital tem que começar desde cedo, embora não descarte o livro, "estamos vivendo em um mundo globalizado", conclui. A segunda, esclarece que é perigoso essa inversão de saberes, porque nessa etapa cognitiva a criança está em fase de apreensão e acomodação de conhecimentos. Portanto, faz-se necessário o contato direto com a escrita a lápis (não a mouse), garantindo assim, as fases que vão dos rabiscos até a alfabética, como também uma escrita sem cortes, subtrações, acréscimos ou isso que os linguistas chamam de metaplasmos. Mas isso é assunto pra outra postagem. Não quero colocar minha carroça na frente dos bois, enfim...Não precisa ser um expert em Emília Ferreiro, Jean Piaget, nem Vygotsky para perceber credibilidade nos argumentos da pedagoga, que são pertinentes e perfeitamente compreensíveis. E pra fechar a matéria, a repórter perguntou para as crianças se elas preferiam as aulas com o livro ou o leptop, imaginem os leitores o que elas responderam...(aiiiiii....meus ouvidos doem até agora com a resposta delas).

Espero que os formadores de opinião, especificamente os ligados à Educação nesse país, tenham a consciência de incentivar os educandos à leitura e a escrita no papel, antes de tudo. Não estou aqui descartando o acesso dos alfabetizandos à literatura virtual, mas que esta não seja prioridade no processo ensino-aprendizagem. Porque do contrário, e num futuro bem próximo, teremos uma sociedade só falando e escrevendo a linguagem "internetês". E tome reforma ortográfica!!





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